O
corpo quando inicialmente cultuado, representava um significado que se difere
em sua essência do significado dado atualmente para o corpo enquanto objeto
(apesar de tal pensamento de um corpo como sendo objeto nos pareça retrograda na
contemporaneidade), e nesse sentido, identificar tal diferenciação.
E
tendo por base os gregos em época antiga, o corpo era tido como um objeto de
apreciação, conferindo-lhe um sentido usual mais amplo do que é conferido hoje
ao corpo humano, sabendo que naquele período histórico o físico “atlético” por
assim dizer, era de suma importância para a sociedade como um todo, uma vez que
eram os soldados incumbidos de defender o território e tal defesa só era
possível com os soldados em forma física perfeita, e no concernente à mulher da
época, o corpo feminino era tido como um objeto divino por ser o gerador de uma
nova vida, um novo cidadão, ou seja, um novo membro para o desenvolvimento da
sociedade em questão, e em uma rápida comparação com os tempos atuais, vemos
uma diminuição de tal significado atribuído ao corpo humano, restando-lhe
unicamente um apelo sexual através da popularização de festivais onde o corpo
feminino é o centro da celebração, através também de músicas invocando a
sexualidade desenfreada.
Concluindo,
percebe-se que e o resultado da junção entre a música e os festivais atuais
reforçam o apelo exclusivamente sexual do corpo feminino em nossa cultura, e
que tal fenômeno contribui para um retrocesso no comportamento social que o
indivíduo carrega, uma vez que este apelo se torna cada vez mais arraigado em
nossa comunidade gerando assim um índice de violência nesse sentido muito
grande, e ainda um retrocesso da noção de desenvolvimento e organização social
uma vez que com tal cultura sexual tão forte e presente nos indivíduos, estes
não dão a devida importância às outras funções e responsabilidades mínimas de
uma sociedade.