segunda-feira, 22 de abril de 2013

Apreciação e depreciação do corpo humano


O corpo quando inicialmente cultuado, representava um significado que se difere em sua essência do significado dado atualmente para o corpo enquanto objeto (apesar de tal pensamento de um corpo como sendo objeto nos pareça retrograda na contemporaneidade), e nesse sentido, identificar tal diferenciação.
E tendo por base os gregos em época antiga, o corpo era tido como um objeto de apreciação, conferindo-lhe um sentido usual mais amplo do que é conferido hoje ao corpo humano, sabendo que naquele período histórico o físico “atlético” por assim dizer, era de suma importância para a sociedade como um todo, uma vez que eram os soldados incumbidos de defender o território e tal defesa só era possível com os soldados em forma física perfeita, e no concernente à mulher da época, o corpo feminino era tido como um objeto divino por ser o gerador de uma nova vida, um novo cidadão, ou seja, um novo membro para o desenvolvimento da sociedade em questão, e em uma rápida comparação com os tempos atuais, vemos uma diminuição de tal significado atribuído ao corpo humano, restando-lhe unicamente um apelo sexual através da popularização de festivais onde o corpo feminino é o centro da celebração, através também de músicas invocando a sexualidade desenfreada.
Concluindo, percebe-se que e o resultado da junção entre a música e os festivais atuais reforçam o apelo exclusivamente sexual do corpo feminino em nossa cultura, e que tal fenômeno contribui para um retrocesso no comportamento social que o indivíduo carrega, uma vez que este apelo se torna cada vez mais arraigado em nossa comunidade gerando assim um índice de violência nesse sentido muito grande, e ainda um retrocesso da noção de desenvolvimento e organização social uma vez que com tal cultura sexual tão forte e presente nos indivíduos, estes não dão a devida importância às outras funções e responsabilidades mínimas de uma sociedade.