O
ser humano, desde tempos primitivos, tem a necessidade de criar uma identidade
individual que está ligada diretamente com a identidade coletiva, uma vez que é
pela junção de vários indivíduos que uma sociedade toma forma, e, com isso, se
faz mister ter em mente qual seria o motivo de todo indivíduo criar a sua
própria identidade e qual é o resultado dessa junção de identidades em um mesmo
local.
E,
neste sentido, percebe-se que, a religião, a política, a economia entre outros,
surge somente em decorrência do nascimento de uma civilização, e que, tal,
surge com um aglomerado de pessoas com um único objetivo, com afinidades e com pretensões
comuns, sendo assim, é passível de interpretação o motivo de tais pretensões
serem as mesmas em todos os indivíduos da mesma sociedade. E com este
raciocínio, chega-se a que o homem, com uma identidade já previamente formada a
respeito de determinado assunto, procura seus pares, pares estes que partilham
de pensamentos senão iguais ao menos muito parecidos, e com essa junção de
vários seres com a mesma linha de raciocínio, temos o que é conhecido como
conjunto de costumes, que acabam por se transformar em tradições e por fim,
torna-se a cultura de determinado local.
Diante
do que foi exposto acima, percebe-se que a formação de uma identidade própria
por parte de cada indivíduo, é o canal que conduz à formação de uma sociedade,
uma vez que o ser humano procura seus pares de acordo com suas afinidades, e
não é possível haver afinidades sem uma consciência prévia de que é necessário
ter uma identidade própria, e, com isso, também tem-se que a cultura é a forma
de reforçar a identidade coletiva de um povo, que nada mais é do que a junção
de várias identidades individuais em um determinado espaço e tempo.