sexta-feira, 27 de junho de 2014

Agir pela Razão ou Agir pelas Emoções

Não pretendo aqui esgotar o assunto, tão pouco dar uma visão pautada em termos que na filosofia se usam tais como a definição de amor ou qualquer outro sentimento, mas quero refletir sobre o comportamento do ser humano quando se deixa levar por suas emoções.

Bem, acredito que qualquer um em algum momento de sua vida acabou por tomar atitudes puramente embasadas em determinado sentimento, paixão por exemplo, e somado a isso não pensou nas possíveis consequências que o ato poderia ter gerado ou, em concreto gerou.

Segundo o que já presenciei e o que já fiz também é ter um momento de “vazio” que não sabemos explicar, seguido de uma forte emoção, essa emoção é que da causa ao sentimento e é esse sentimento que rege seus atos impensados naquele instante. O vazio a que me refiro é aquele em que estamos angustiados e não sabemos a causa.

A pergunta que me faço é porque deixamos que esse sentimento seja arquiteto de nossas atitudes quando já aprendemos anteriormente que para não cometer erros o melhor é agir pela razão?

Agir segundo a razão demanda de nós tempo para raciocinar a respeito do que vivemos, demanda também energia para tentarmos criar mentalmente as possíveis consequências de nossos atos, e acho eu, às vezes estamos cansados demais para agir pautados na razão e por isso agimos no impulso de nossa emoção.


Assim, por mais que seja considerado correto pelo ser humano agir balizado na ética, na moral e na razão, nossa natureza humana requer algo mais do que simplesmente pensamentos calculistas balizados em regras como as regras sociais por exemplo. Nossa condição humana requer por vezes que nós venhamos a agir de outra forma, e essa outra forma é agir puramente em obediência a nosso sentimentos. Se a moral e a ética tornam a vida em sociedade suportável, o amor e o ódio dão um sentido à vida particular de cada ser humano. Penso assim que deve haver um equilíbrio em agirmos com a razão e agirmos com a emoção.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Cotas de Ensino no Brasil

O problema - e motivo de revolta da grande maioria - não é exatamente a existência ou não de cotas, mas sim seu direcionamento.

Enquanto que poderiam, tais cotas, ser destinadas aos mais carentes, para assim termos cumprido um dos preceitos de Constituição - igualdade - vemos que o que tem-se feito é simplesmente dizer que todo negro deve ter especial vantagem quando se fala em educação, ora, a conotação histórica ninguém nega, não se trata de tapar o sol com a peneira, o problema é quando deixamos a vantagem nas mãos de um indivíduo em detrimento de outro simplesmente pela cor de sua pele e não pelo motivo sócio-econômico - que deveria ser a motivação real de destinação de cotas - pois não são somente negros que tem "origem humilde" neste país, brancos - e muitos, a maioria "revoltada" - são indivíduos brancos e que estudaram em escolas da rede pública, são pessoas que vivem com um ou dois salários, são cidadãos que também tem de pegar o ônibus pra ir para o trabalho e sentar-se do lado de negros, bem, por que escolher uns por sua pele se outros de pele diversa vivem na mesma situação?

Acredito que a melhor opção seria destinar cotas a pessoas de baixa renda, pois quando se diz tratar os iguais igualmente e os desiguais desigualmente na medida de sua desigualdade quer-se dizer, aplicando-se o preceito ao caso, que quem não tem condição de pagar por um ensino de qualidade - sendo desigual - deve ser tratado de forma especial - na medida de sua desigualdade.

Com os silvícolas a ótica muda, pois desde seu nascimento estão inseridos em um contexto mais significativamente diferente do que o econômico, mas sim o contexto social que destoa do nosso em todos os aspectos, estes sim tem razão de serem beneficiados com cotas, sua forma de ver o mundo - repito, desde o nascimento -, bem como sua forma de interagir socialmente já começa diferenciada quando vem a este mundo.

Não se trata, quero deixar claro, de negar a carga histórica de nossa sociedade, pois desde cedo aprendemos na escola - pública ou particular - que os negros foram feitos reféns e obrigados a dar sua força de trabalho sem nada receber em troca por uma comunidade branca que imaginava-se superior, sobre isso ninguém discute ou nega o violento atentado a dignidade humana, porém, dizer que o negro merece especial atenção em detrimento do branco só pela cor de sua pele é igualmente deixar de lado o tratamento "desigual aos desiguais na medida de sua desigualdade", pois estes dois indivíduos podem ter estudado na mesmo escola pública, ter morado no mesmo bairro violento, ter o mesmo vinculo empregatício. Não que se negar que a grande maioria de negros em nosso país é de baixa renda, porém temos brancos que moram ao lado.

                Portanto, a questão não é ter ou não a cota, a questão é destinar a cota ao indivíduo de baixa renda sem olhar a cor de sua pele, acredito que soe um pouco mais compassado com o princípio da igualdade que tanto se defende por ai.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Crescimento Pessoal O que é e como Obter

Todos nós buscamos algum tipo de crescimento pessoal, seja a nível de aceitar as diferenças raciais e religiosas por exemplo ao nosso redor ou a nível de incentivar outras pessoas que estão em nosso meio ao crescimento pessoal, e fazemos isso as vezes mesmo que de forma inconsciente, mesmo não almejando exatamente essa evolução pessoal, e, para melhor esclarecer, necessitamos agora saber o que é e como obtê-la.

Para tanto, a definição do que é crescimento pessoal se faz muito importante, uma vez que com a definição em mente, nos é possível saber o que, em nosso dia-a-dia parte de nossa evolução, sendo assim, crescimento pessoal é o fruto de uma reflexão que mesmo inconscientemente fazemos internamente, porém não se confundindo com mera formação de opinião, pois nesta última, formamos um conceito através de valores pré-estabelecidos, e na evolução pessoal, refletimos internamente a respeito de tudo o que circunda determinado assunto, para ai sim formarmos um conceito, e é exatamente este conceito que influenciará em nossa personalidade.

Nesse sentido, como podemos fazer para obter um crescimento pessoal, ao qual nós mesmos instigamos internamente? Para responder essa pergunta, necessitamos saber uma pequena diferenciação, sendo a do crescimento pessoal puro ou genuíno, e a do crescimento pessoal induzido, sendo que o crescimento puro, ocorre quando a reflexão que é gerada a respeito de um assunto não é instigada por fatores externos, é uma reflexão feita sem a indução de uma determinada linha de raciocínio já estabelecida, e o crescimento pessoal induzido, para melhor exemplificar, é aquele que algumas entidades ou irmandades adotam, instigando seus membros a uma reflexão de assuntos, cuja resultado desta reflexão já é previamente estabelecido, ou seja, a reflexão não ocorre por vontade do indivíduo, mas sim por indução da entidade ou irmandade, não sendo assim crescimento pessoal puro, mas sim uma mera reprodução de uma linha de raciocínio já sabida e adotada.


Diante do exposto, podemos verificar que existe diferença entre o crescimento pessoal gerado por uma reflexão interna, que pode ser chamado de genuíno, pois surge da própria pessoa, e o crescimento pessoal induzido, onde alguma irmandade ou entidade instiga uma reflexão no indivíduo, onde o resultado daquela reflexão (a formação do conceito interno no indivíduo) é previamente estabelecida, se configurando apenas como reprodução do conceito ou linha de raciocínio adotado por essa entidade ou irmandade.