Não pretendo aqui
esgotar o assunto, tão pouco dar uma visão pautada em termos que na filosofia
se usam tais como a definição de amor ou qualquer outro sentimento, mas quero
refletir sobre o comportamento do ser humano quando se deixa levar por suas emoções.
Bem, acredito que
qualquer um em algum momento de sua vida acabou por tomar atitudes puramente embasadas
em determinado sentimento, paixão por exemplo, e somado a isso não pensou nas
possíveis consequências que o ato poderia ter gerado ou, em concreto gerou.
Segundo o que já
presenciei e o que já fiz também é ter um momento de “vazio” que não sabemos
explicar, seguido de uma forte emoção, essa emoção é que da causa ao sentimento
e é esse sentimento que rege seus atos impensados naquele instante. O vazio a
que me refiro é aquele em que estamos angustiados e não sabemos a causa.
A pergunta que me faço
é porque deixamos que esse sentimento seja arquiteto de nossas atitudes quando
já aprendemos anteriormente que para não cometer erros o melhor é agir pela
razão?
Agir segundo a razão
demanda de nós tempo para raciocinar a respeito do que vivemos, demanda também
energia para tentarmos criar mentalmente as possíveis consequências de nossos
atos, e acho eu, às vezes estamos cansados demais para agir pautados na razão e
por isso agimos no impulso de nossa emoção.
Assim, por mais que seja
considerado correto pelo ser humano agir balizado na ética, na moral e na
razão, nossa natureza humana requer algo mais do que simplesmente pensamentos
calculistas balizados em regras como as regras sociais por exemplo. Nossa
condição humana requer por vezes que nós venhamos a agir de outra forma, e essa
outra forma é agir puramente em obediência a nosso sentimentos. Se a moral e a
ética tornam a vida em sociedade suportável, o amor e o ódio dão um sentido à
vida particular de cada ser humano. Penso assim que deve haver um equilíbrio em
agirmos com a razão e agirmos com a emoção.