Vivemos
em uma época, em que a sociedade valoriza os títulos acadêmicos ostentados por
seus profissionais, não importando o quão realmente esse profissional domine a
matéria e tampouco se esse mesmo profissional consegue, de forma eficiente,
aplicar tal conhecimento nos eventos que ocorram no decorrer de seu trabalho
sob sua responsabilidade, e é exatamente esse o ponto falho dessa cultura
socialmente aceita de que um profissional com diploma ou reconhecimento
acadêmico é o profissional melhor preparado para atender as necessidades da
sociedade.
Isso
ocorre principalmente porque a sociedade como um todo, deposita mais confiança
em um profissional teoricamente mais qualificado que outro, uma vez que essa
preparação provém dos estudos que o profissional realiza e do conjunto de
informações que ele possui, e é ai que surge um pequeno empasse, pois nem
sempre um profissional sem títulos é menos qualificado que um com título de
mestrado por exemplo, esse exemplo pode ser levado mais afundo com a comparação
de um advogado que só tem a especialização em direito penal e um promotor com
doutorado na ciência pena, o fato de o advogado não ter um doutorado não o
impede de fazer uma defesa competente e atingir os seus objetivos enquanto
profissional, porém, também temos o outro lado da “moeda”, pois uma das causas
dessa mentalidade é a de que é mais seguro, de que é uma garantia que o
empregador tem, de contratar os serviços do empregado, no exemplo aqui citado o
advogado.
Em
suma, verifica-se que se torna difícil não ser detentor de certos títulos e
reconhecimentos acadêmicos pois a falta destes põe em risco a credibilidade do
profissional, a qualidade de seus serviços e podemos citar ainda que a
“ostentação” destes títulos são uma ótima propaganda para os serviços de quem
os ostenta, porém, como no caso citado acima, podemos concluir que nem sempre reconhecimento acadêmico do profissional é garantia de uma prestação segura e
de qualidade de seus serviços