segunda-feira, 13 de maio de 2013

Contraste entre protestos pré e pós internet


Qual é a diferença – que atualmente é gritante – entre os protestos da era anterior à globalização entre os protestos da era globalizada, onde o uso da internet é maciço e figura como sendo uma das principais ferramentas das organizações e causas diversas?
Antigamente, para manifestar, as pessoas necessitavam se reunir, o que gerava uma maior interação entre os indivíduos, e com a crescente de opiniões distintas, formava-se uma causa mais sólida e por consequência uma causa mais nobre -do ponto de vista de quem protestava-, e isso fazia  aumentar a força de vontade para que os interessados conseguissem o que pretendiam, e, a partir dai, modificavam verdadeiramente a sociedade, porém, com a internet, um maior distanciamento por parte dos indivíduos – gerando uma individualização crescente - faz com que se quebre todos os efeitos positivos que a formação de um grupo proporciona, p. ex: protesto físico gera uma maior pressão psicológica para quem é contrário a causa, essa individualização – gerada pela comodidade de poder protestar sentado no sofá - diminui drasticamente a troca de ideias entre os participantes, uma vez que você pode sair de um chat sem dar satisfação e não retornar mais - não que isso não aconteça em reuniões físicas de pessoas, mas a incidência nesses casos é menor-, bem como a escolha de que causa é mais relevante para se lutar, devido ao fato de que, sozinho, o indivíduo não necessita de convencer ninguém que sua causa é sólida, justa e de extrema importância, pois, voltando ao ponto, o indivíduo pode protestar sozinho e ainda sentado em uma poltrona - esse pode ser um dos fatores para uma maior individualização de quem protesta, após o advento da internet como meio de comunicação de massas.
E deste modo, conclui-se que, o chamado ativismo de sofá, que é amplamente difundido na rede mundial, faz com que os movimentos e protestos não tenham a mesma força de coerção quando é posto em comparação o tipo de protesto feito na rua, e para melhor comparação, basta imaginar p. ex. 600 mil assinaturas de um protesto online, onde, as pessoas contrárias a causa, podem simplesmente não olhar a página da web onde as assinaturas estão, não geram tanto efeito do que 600 mil pessoas em frente ao prédio onde reside os opressores da causa em questão, pois há de se convir, é mais forte a causa onde todos saem de casa mostrando verdadeira “paixão” pelo que está protestando, ou seja, a internet criou uma legião de rebeldes sem a alma ou essência da causa.