sexta-feira, 27 de junho de 2014

Agir pela Razão ou Agir pelas Emoções

Não pretendo aqui esgotar o assunto, tão pouco dar uma visão pautada em termos que na filosofia se usam tais como a definição de amor ou qualquer outro sentimento, mas quero refletir sobre o comportamento do ser humano quando se deixa levar por suas emoções.

Bem, acredito que qualquer um em algum momento de sua vida acabou por tomar atitudes puramente embasadas em determinado sentimento, paixão por exemplo, e somado a isso não pensou nas possíveis consequências que o ato poderia ter gerado ou, em concreto gerou.

Segundo o que já presenciei e o que já fiz também é ter um momento de “vazio” que não sabemos explicar, seguido de uma forte emoção, essa emoção é que da causa ao sentimento e é esse sentimento que rege seus atos impensados naquele instante. O vazio a que me refiro é aquele em que estamos angustiados e não sabemos a causa.

A pergunta que me faço é porque deixamos que esse sentimento seja arquiteto de nossas atitudes quando já aprendemos anteriormente que para não cometer erros o melhor é agir pela razão?

Agir segundo a razão demanda de nós tempo para raciocinar a respeito do que vivemos, demanda também energia para tentarmos criar mentalmente as possíveis consequências de nossos atos, e acho eu, às vezes estamos cansados demais para agir pautados na razão e por isso agimos no impulso de nossa emoção.


Assim, por mais que seja considerado correto pelo ser humano agir balizado na ética, na moral e na razão, nossa natureza humana requer algo mais do que simplesmente pensamentos calculistas balizados em regras como as regras sociais por exemplo. Nossa condição humana requer por vezes que nós venhamos a agir de outra forma, e essa outra forma é agir puramente em obediência a nosso sentimentos. Se a moral e a ética tornam a vida em sociedade suportável, o amor e o ódio dão um sentido à vida particular de cada ser humano. Penso assim que deve haver um equilíbrio em agirmos com a razão e agirmos com a emoção.